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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Peugeot e Citroën fazem recall do 208 e do C3 por falha na suspensão

A Peugeot e a Citroën anunciaram nesta sexta-feira (5) recalls pelo mesmo problema na suspensão - as duas marcas fazem parte do Grupo PSA Peugeot Citroën.

A falha afeta unidades dos modelos compactos208, C3, C3 Aircross e C3 Picasso, produzidas entre maio e dezembro de 2013.
De acordo com o comunicado, as buchas dos braços da suspensão têm dureza excessiva, o que pode provocar fissuras e rompimento dos braços. Caso a peça se quebre, as rodas dianteiras sofrerão deslocamento, causando acidentes.
Devem levar o carro a uma concessionária para troca do braço da suspensão os proprietários dos modelos 208, com chassis de numeração não sequencial entre EB010381 e FB000004, do C3 (de EB515509 até FB500028), C3 Picasso (de EB514158 até FB500020) e C3 Aircross (de EB514624 até FB500030).
O atendimento para a convocação começa a ser feito na próxima segunda-feira (8), das 9h às 17h, e deve levar cerca de 4 horas. Informações adicionais podem ser requisitidas pelos telefones 0800 703 2424 (Peugeot) e 0800 011 8088 (Citroën).
 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Produção de veículos no Brasil cai 9,7% em novembro

A produção de veículos no Brasil caiu 9,7% em novembro, na comparação com outubro e também com o mês do ano passado, segundo dados divulgados pela associação de fabricantes (Anfavea) nesta quinta-feira (4).

Em novembro, foram montados no país 264.830 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, ante 293.328 em outubro e 293.189 em novembro do ano passado.
Nos 11 primeiros meses do ano, as fábricas instaladas no território nacional produziram 2.942.358 unidades - uma contração de 15,5% em relação aos 3.481.488 do mesmo período de 2013.
Efeito Argentina
As exportações cresceram 10,5% sobre outubro, para 25.971 unidades. No entanto, o avanço não foi suficiente para amenizar a queda ante o mesmo mês de 2013, que somou 45.234 veículos montados. Principalmente por causa da crise na Argentina, as exportações despencaram 40% entre janeiro e novembro, se comparadas ao mesmo período de 2013.
"Em novembro, o mercado argentino licenciou 38 mil unidades, contra 61 mil no mesmo mês do ano passado, uma queda de quase 38%. Essa queda é importante para nós e afeta o desempenho", afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Moan.
Emprego
O nível de emprego no setor automotivo caiu 0,6% em novembro, para 146,2 mil, ante 147 mil em outubro. Mês a mês, a Anfavea considera a situação estável, mas em 1 ano foram fechadas cerca de 12,6 mil vagas no setor, que inclui também máquinas agrícolas. Em novembro de 2013, as fabricantes empregavam 158 mil pessoas no país.
Segundo Moan, a queda no nível de emprego não configura descumprimento do compromisso firmado com o governo federal em maio de 2012, para receber incentivos fiscais. Na época, trabalhavam no setor 147 mil pessoas.
"Sempre deixamos claro que este compromisso permitiria (a dedução de) planos de demissões voluntárias, pedidos de demissão, fim de contratos de trabalho, além de acordos com sindicatos. Se juntarmos todas estas questões a aposentadorias, neste período de maio de 2012 até novembro de 2014, foram 13,6 mil dos postos de trabalho. Desse modo, poderíamos chegar até 133 mil, então, estamos dentro."
Estoque alto
No final de novembro, 414,3 mil veículos estavam parados nos pátios das montadoras e nas concessionárias, o que representa 42 dias de vendas ao ritmo atual. "O nível de estoque é absolutamente inadequado, mas cada empresa continuará trabalhando no crescimento das vendas e na redução da produção", apontou o presidente da Anfavea.
Projeção para o ano
As montadoras mantiveram a estimativa de contração de 5,4% nas vendas para este ano, mas apontam que tombo pode ser maior. "Se repetirmos o mesmo número de dezembro do ano passado, fecharemos o ano em 3,47 milhões unidades, o que daria uma queda de 7,6% ante 2013", disse Moan.

Já para 2015, a perspectiva é de melhora. De acordo com o executivo, o segundo semestre deste ano já apontou melhora em relação ao primeiro e, caso o nível de vendas continue assim no próximo ano, os números deverão ser maiores que 2014.

Denatran apresenta novas placas de automóveis no padrão do Mercosul

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apresentou nesta quinta feira (4)  o novo modelo de placas de veículos que será usado no Brasil e demais países do Mercosul, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela (veja na imagem acima). No Brasil, a placa será obrigatória para veículos novos a partir de janeiro de 2016. Para os veículos que atualmente já estão emplacados, a mudança será opcional.
Saiba o que muda nas novas placas a partir de 2016:

1- Mais letras e menos números
Em vez de 3 letras e 4 números, como é hoje, as novas placas terão 4 letras e 3 números, e poderão estar embaralhados, assim como na Europa;
2- Cada um com a sua cor
A cor do fundo das placas será sempre branca. O que varia, é a cor da fonte. Para veículos de passeio, cor preta, para veículos comerciais, vermelha, carros oficiais, azul, em teste, verde, diplomáticos, dourado e de colecionadores, prateado;
3- Estado e cidade com nome e brasão
O nome do país estará na parte superior da patente, sobre uma barra azul. Nome da cidade e do estado estarão na lateral direita, acompanhados dos respectivos brasões;
4- Contra falsificações
Marcas d'água com o nome do país e do Mercosul estarão grafadas na diagonal ao longo das placas, com o objetivo de dificultar falsificações;
O novo modelo adotará quatro letras e três números, diferente da placa atual, que apresenta três letras e quatro números. A distribuição entre letras e números na nova placa será aleatória. Com isso, segundo o Denatran, serão possíveis mais de 450 milhões de combinações diferentes, contra as pouco mais de 175 milhões de possibilidades do atual modelo brasileiro.
A placa terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil (40 cm de comprimento por 13 cm de largura). O fundo será branco com letras pretas. Sobre uma faixa horizontal na parte superior, haverá o emblema do Mercosul e a bandeira do país do veículo.
Para Rone Barbosa, coordenador do Denatran, o novo sistema de placas facilitará o reconhecimento de criminosos que praticam a clonagem de veículos.
"A nova placa no padrão do Mercosul já incorpora alguns elementos de segurança que são adotados no mundo inteiro. Esses dispositivos de segurança visam coibir as possíveis clonagens de veículos que hoje não têm um controle muito rigoroso desse processo", disse Barbosa. 
No Brasil, a identificação do estado e do município do veículo vão ficar no lado direito da placa, abaixo da bandeira nacional. Tanto estado como município também serão representados por suas bandeiras (veja imagem abaixo).
No Brasil, a placa  terá uma tira holográfica do lado esquerdo e um código bidimensional que conterá a identificação do fabricante, a data de fabricação e o número serial da placa. A tira é uma maneira de evitar falsificação da placa.