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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sem caminhão-pipa, calouros da Poli-USP improvisam banho de lama

Os veteranos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) tinham decidido cancelar o banho de lama na recepção dos calouros por causa crise hídrica. Até o ano passado, a Atlética da Poli-USP alugava um caminhão-pipa de 17 mil litros de água não-potável para criar uma piscina de lama.
Para manter a tradição este ano, os próprios calouros deram um jeito e brincaram em poças de lama que sobraram no gramado da faculdade após a chuva de terça-feira (10).
VEJA FOTOS DOS TROTES NA USP
Diante das denúncias de violência que têm surgido na Universidade de São Paulo (USP), a Escola Politécnica optou por um trote solidário. Doações de cabelos e livros chamaram atenção dos calouros e dos acompanhantes. Fernando Aguiar, um dos organizadores do evento, frisou a importância da doação de livros. "aqui na USP tem muitos cursinhos populares, e os livros arrecadados são direcionados para lá", afirma o jovem, de 21 anos.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Tema da redação da Fuvest 2015 é desagregação social


O tema da redação da Fuvest 2015 é desagregação social. A prova de português e redação, a primeira da segunda fase, foi aplicada neste domingo (4). Para desenvolver o tema, os candidatos tiveram acesso a três textos de apoio que mostravam que seja em um estádio de futebol ou em uma balada, há pessoas que podem pagar para ter um espaço reservado e vantagens em relação às outras. Foi usado o termo "camarotização."
Opinião dos candidatos
Para Gustavo Aragão, de 19 anos, que disputa uma vaga no curso de enfermagem, o tema foi surpresa. "Mas achei bom, dava para explorar." Aragão disse que fez as questões de língua portuguesa primeiro, depois partiu para o texto. Ele afirmou que é contra esse fenômeno da "camarotização." "Se um lugar é publico por que outras pessoas podem pagar a mais para ter privilegios?"

A candidata Jéssica Pacheco, de 25 anos, que está concorrendo a uma vaga de filosofia, conta que considerou o tema da redação fácil, já que todo mundo consegue ter várias opiniões sobre o tema, mesmo sem ter um conhecimento específico.
Segundo ela, os textos de apoio mostravam que, mesmo quando as classes mais baixas conseguem ter acesso a bens e serviços, não há convivência entre as classes, situação evidenciada pelos camarotes e espaços VIP.
Para Felipe Bazzoni, de 21 anos, candidato a uma vaga de ciências sociais, o tema da redação foi interessante e bem atual. "É um tema importante, a questão da criação de áreas VIP em baladas e estádios, áreas em que só quem tem dinheiro pode entrar e que promovem uma separação entre ricos e pobres".
Segundo ele, não houve dificuldade na redação, já que há várias coisas a serem ditas sobre o tema. Ele considerou as questões de gramática fáceis e as sobre os livros bem feitas, apesar de difíceis. "Se não tivesse lido os livros, seria difícil enrolar alguma coisa."
Pedro Siqueira, de 27 anos, candidato ao curso de ciências contábeis na USP, foi um dos primeiros a deixar o prédio, e disse ter gostado do tema da redação. "Achei o tema bom, não tão previsível, não um tema batido como água", comparou o candidato, que cursava economia também na USP, mas que decidiu mudar a carreira.
Sobre o material de apoio, Pedro elogiou o tamanho dos textos, o que teria deixado a prova mais ágil. "Os textos têm que ser curtos mesmos", afirmou, destacando um dos textos que falava da ideia de camarotização, relacionando com a democracia dos EUA.
Pedro reservou críticas apenas às questões de literatura, que, segundo ele, estavam muito fáceis. "A prova de literatura parecia que você não precisava ler os livros", disparou o candidato.
Catarina Lindenberg, de 26 anos, que concorre a uma vaga de enfermagem, conta que esperava um tema mais abstrato e filosófico para a redação. "Foi algo mais ligado ao cotidiano. Esperava que fosse mais difícil."
Ela conta que, em sua redação, escolheu falar sobre a cidade de São Paulo como o "grande camarote brasileiro". "Falei dessa onda de separatismo que teve depois das eleições e sobre as discussões sobre o local onde seria o estádio da Copa, de não ser em um bairro de elite."
Marina Romanelli, que presta letras na USP e conversou mais cedo com o G1 ao entrar na prova, foi também uma das primeiras a deixar seu local de prova e elogiou o tema da redação.
"Achei a redação fácil, é um tema interessante e bem atual", disse a jovem, que fez a prova com tranquilidade, com exceção das questões de literatura, envolvendo as obras obrigatórias. "A prova em si foi fácil. O problema é que eu não lembrava dos livros", disse, destacando que já tinha lido algumas dos títulos bem antes do vestibular. "Sou rápida para fazer prova, adoro fazer. Trouxe até chá de camomila e não tomei. Trouxe um monte de coisa e não comi", afirmou.
Beatriz Costa Moreira, de 21 anos, conta que não houve nenhuma questão específica de gramática. A gramática só apareceu associada à interpretação de texto. Quanto aos livros, houve questões sobre "O cortiço", "Viagens de minha terra" e "Memórias póstumas de Brás Cubas". "Em algumas questões, você tinha que associar o contexto filosófico da época", conta Beatriz, que concorre as uma vaga de ciências sociais.
"Achei bem feita a prova, acho que todo mundo tinha condição de responder", avaliou André Bianchessi, de 19 anos, que tenta uma vaga no curso de engenharia mecatrônica, disse que a prova estavam bastante clara e direta, e que os livros foram bastante cobrados. Contudo, o jovem garante que o livro "A cidade e as serras", de Eça de Queirós, não tinha questões específicas na prova, ao contrário dos outros títulos obrigatórios da Fuvest. "Cobraram muito, havia bastante conteúdo dos livros", pontuou.
Consenso entre André e a turma com qual estava reunido após a prova, o destaque ficou para a dificuldade em uma questão que pedia aos candidatos definirem um sinônimo para a palavra "conformado". O candidato também definiu um dos textos da prova, de Sérgio Buarque de Hollanda, como extremamente complicado.
A dificuldade foi tanta que Danyelli Serrano, de 19 anos, não conseguiu responder, e deixou a questão do sinônimo em branco. Já na redação, se surpreendeu com a objetividade da questão. "Achei que seria mais difícil. Não sou boa de redação, mas consegui desenvolver bem", disse Danyelli, que prestou farmácia.
Candidato ao curso de letras da USP pela segunda vez, Caio Victor Rodrigues, de 20 anos, elogiou a elaboração das questões da prova de português, além do tema da redação, que considerou uma agradável surpresa, já que teria conseguido elaborar bem as ideias.
No entanto, o candidato derrapou nas questões dos livros, que exigiam bastante dos candidatos. "As questões dos livros não consegui fazer porque eu não li", contou Victor.
Abstenção 
Para a segunda fase de 2015, a Fuvest convocou 29.698 candidatos (32.569, na seleção de 2014) que disputam 11.177 vagas (11.057 na USP e 120 no curso de medicina da Santa Casa). Compareceram à prova de português e redação 27.286 candidatos (30.027 em 2014), com 8,1% de abstenção (2.412 ausentes). No ano passado, deixaram de comparecer no primeiro dia de prova 2.542 candidatos, o equivalente a 7,80% do total de classificados.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Fatecs divulgam gabarito do vestibular

O Centro Paula Souza divulgou neste domingo (14) gabarito das provas do vestibular do primeiro semestre de 2015 das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo, aplicado nesta tarde.

O gabarito oficial da prova está disponível nos sites www.centropaulasouza.sp.gov.br ewww.vestibularfatec.com.br.
Mais de 59 mil candidatos se increveram para o exame constituído por uma redação e 54 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco alternativas. Desse total, 40 questões abordaram o núcleo comum do ensino médio – serão 5 perguntas de cada uma das 8 disciplinas:  biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, química e português. 
Outras 5 questões envolveram raciocínio lógico e as nove questões restantes abrangeram conteúdo multidisciplinar. Quanto ao peso da prova, oito conjuntos de questões terão peso 1 e dois conjuntos, peso 2,  conforme o eixo tecnológico a que pertence o curso escolhido pelo candidato.
O curso de graduação tecnológica de Automação Industrial oferecido na Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Adid Moisés Dib, de São Bernardo do Campo, tem o mais alto índice de candidatos por vaga no processo seletivo para o 1º semestre de 2015. No período noturno, 609 inscritos concorrem às 40 vagas, o que representa 15,23 candidatos por vaga.
No dia 16 de janeiro de 2015, cada Fatec vai divulgar a lista de classificação geral e a primeira lista dos convocados para matrícula. A relação também estará na internet. Se as vagas oferecidas não forem preenchidas na primeira chamada, a segunda lista será afixada somente na faculdade no dia 21 de janeiro do próximo ano.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Apenas 54% dos jovens concluem o ensino médio até 19 anos, diz estudo

Considerado o grande "gargalo" da educação brasileira, o ensino médio é cursado até o seu final por apenas 54,3% dos jovens até 19 anos, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira (8) pela ONG Todos pela Educação. O levantamento foi feito com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2013, divulgada em setembro.

Apesar de apresentar uma melhora em relação aos últimos anos, quando o índice observado para os jovens no ensino médio foi de 46,6% em 2007, 51,6% em 2009 e 53,4% em 2011, os números revelam as dificuldades que o país encontra para fazer com que os jovens concluam o ensino médio na idade certa.
Segundo o Todos pela Educação, o indicador é calculado anualmente com base nos dados da Pnad. Em 2010, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou o Censo Demográfico, a Pnad não foi realizada. Por causa da diferença metodológica (os dados do Censo são censitários, e a Pnad é amostral), o levantamento do Todos pela Educação não divulga os resultados refentes ao ano de 2010.
O levantamento divulgado nesta segunda mostra que taxa atual ainda está longe do plano de metas estabelecido pelo Todos pela Educação para 2022. Para cumprir a meta, nos próximos nove anos, a taxa de jovens de 19 anos com ensino médio completo suba para 90%. Já a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) é chegar a 2022 com 85% dos alunos de 15 a 17 anos matriculados no ensino médio.
Alejandra Meraz Velasco, coordenadora-geral do Todos pela Educação, diz que depois de 2009 esperava-se um crescimento mais acelerado, o que não vem ocorrendo. "Nesse ritmo de crescimento do ensino fundamental e na estagnação do ensino médio, não vamos alcançar a meta do PNE. A situação é procupante."
José Francisco Soares, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), afirmou ao G1 que "a educação básica não está parada, está melhorando". "O Brasil teve despertar tardio para a educação. A tarefa que temos pela frente é muito grande. Estamos caminhando, mas temos muito o que caminhar. Vamos caminhar no ritmo do Plano Nacional da Educação."
Ele lembra que, em 2007, este índice era de 46,6%, e que os números de 2013 representam uma melhora considerável. "O ensino médio tem atualmente 8 milhões de alunos. O sistema de educação teve um fluxo enorme, está se adaptando para atender a esses alunos."
O estudo mostra ainda que 19,6% dos jovens de 15 a 17 anos estão ainda no ensino fundamental, 15,7% não estudam e não concluíram o ensino médio, e 5,9% não estudam mas já terminaram o ensino médio.
No ensino fundamental, a taxa de conclusão até os 16 anos foi de 71,7%. O estudo apontou ainda diferença de aproximadamente 20 pontos percentuais entre as taxas de jovens declarados brancos que concluíram o ensino fundamental aos 16 anos (81%) e o ensino médio aos 19 anos (65,2%), e aqueles que se declaram negros (60% e 45%, respectivamente).
Em relação à renda, entre os 25% mais ricos, 83,3% terminam o ensino médio. Já entre os 25% mais pobres, este índice cai para 32,4%.
"As desigualdades na educação são apenas uma das feições da desigualdade da sociedade", diz Soares. "Algumas desigualdades tiveram uma queda enorme. Hoje não temos mais desigualdades de gênero e de acesso à escola."
Evolução do índice de jovens que terminam o ensino médio até os 19 anos (Foto: Reprodução/Todos pela Educação)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Maior grupo de educação dos EUA compra faculdade do Paraná

O Apollo Group, maior grupo de educação dos Estados Unidos, anunciou sua entrada no mercado brasileiro. A operação envolve a compra de 75% na participação da Sociedade Técnica Educacional Lapa (Fael), por um valor aproximado em R$ 73,8 milhões (US$ 28,9 milhões). A empresa comanda a Faculdade Educacional da Lapa, que fica no interior do Paraná.
"A operação está alinhada à estratégia de diversificar os serviços e expandir os negócios para o Brasil, um dos países que têm investido mais em educação superior, com o objetivo de satisfazer a demanda por profissionais qualificados no mercado", diz Greg Cappelli, presidente-executivo do grupo.
A ideia do projeto é expandir os programas oferecidos pela Fael e melhorar sua qualidade, o que também abrange educação a distância.
O Apollo Group espera que o valor da operação seja diluído em seus resultados financeiros de 2015.
Além de ser dona da Universidade de Phoenix, nos Estados Unidos, a Apollo tem programas educacionais pela Europa, África, Austrália e Ásia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Prefeitura de Itatiba é interditada pela Justiça do Trabalho por falta de alvará

A Justiça do Trabalho interditou o prédio da Prefeitura de Itatiba (SP) por falta de alvará. O prédio foi interditado na quarta-feira (3) e continuará fechado nesta sexta-feira (5). Além de determinar que os portões fiquem fechados, a Justiça do Trabalho aplicou multa de R$ 100 mil por danos morais coletivo. A prefeitura irá recorrer da decisão.
Em entrevista à TV TEM, a secretária de Obras e Serviços Públicos, Andrea Sanfins, reconhece a situação mas diz que não é um problema estrutural e que o prédio não tem risco de desabar.

Ainda de acordo com a secretária, 90% das obras de adequação já foram feitas, restando instalar alguns hidrantes e alarmes de incêndio. Estes serviços devem ser concluídos na manhã de sexta-feira. A prefeitura informou que os bombeiros devem fazer a avaliação no período da tarde para emitir ou não o alvará de funcionamento.
Por causa da interdição, nove secretarias que funcionam no paço municipal estão com serviços suspensos: Finanças, Planejamento, Obras, Educação, Administração, Serviços Jurídicos, Governo, Meio Ambiente, além do gabinete do prefeito.
Outros serviços, como os ligados à Secretaria de Saúde e Fundo Social de Solidariedade, funcionam normalmente, pois não funcionam no prédio da prefeitura. As escolas e creches também vão funcionar nesta sexta-feira.

Brasil tem mais de 60% de alunos do 4º ano fracos em leitura e matemática

Um estudo da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) divulgado nesta quarta-feira (4) mostra que no Brasil mais de 60% dos alunos do quarto ano do ensino fundamental têm desempenho entre muito ruim e regular em leitura e matemática. E em ciências, 84% tem desempenho de alunos do sétimo ano de ruim a regular.

O Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Terce) avaliou o desempenho em matemática, leitura e ciências naturais de 134 mil estudantes do quarto e do sétimo ano de 3.200 escolas do Brasil e de mais 14 países da América Latina: Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e o estado mexicano de Nuevo Leon.
Segundo o estudo, no Brasil, 64,26% dos estudantes do quarto ano ficaram entre muito ruim (2,60%), ruim (17,19%) e regular (44,47%) em leitura. Os outros 35,74% ficaram entre bom e muito bom. O desempenho dos alunos do sétimo ano foi melhor, com 50,7% entre muito ruim e regular em leitura.
Já na avaliação de matemática, 61,40% dos alunos do quarto ano ficaram entre muito ruim (3,47%), ruim (25,82%) e regular (32,11%). Os outros 38,20% ficaram entre bom e muito bom. Já no sétimo ano, menos da metade dos alunos avaliados (48,38%) ficou entre muito ruim (0,30%), ruim (9,32%) e regular (38,68%). A maioria dos alunos do sétimo ano ficou entre bom e muito bom em matemática.
VEJA O DESEMPENHO DO BRASIL EM LEITURA, MATEMÁTICA E CIÊNCIAS
AVALIAÇÃO EM LEITURAAVALIAÇÃO EM MATEMÁTICAAVALIAÇÃO EM CIÊNCIAS
CONCEITO4º ano7º anoCONCEITO4º ano7º anoCONCEITO7º ano*
Muito ruim:2,60% 0,27%Muito ruim:3,47%0,30%Muito ruim:5,20%
Ruim:17,19%11,26%Ruim:25,82%9,32%Ruim:34,45%
Regular:44,47%35,42%Regular:32,11%38,68%Regular:44,69%
Bom:31,21%31,67%Bom:21,72%41,63%Bom:14,20%
Muito bom:4,53%35,27%Muito bom:16,89%10,07%Muito bom:1,46%
(*) Obs: Não foi feita avaliação em ciências para o 4º ano do ensino fundamental
Fonte: TERCE/Unesco